Novela da CNT conta história de Brasília

 
Dividida em duas fases, obra mescla fatos reais com ficção

Veruchka Fabre
 

 

O cinqüentenário de Brasília certamente vai culminar em diversas manifestações culturais por todo o país. Na última segunda-feira (18), no Hotel Kubitschek Plaza, foi anunciado que no dia 5 de abril estréia a primeira novela 100% brasiliense. Em 75 capítulos, Sonho Dourado contará a história da capital, desde a sua construção até os dias atuais e será exibida, diariamente às 21h, nacionalmente pela rede CNT.
Apesar de Brasília ser uma cidade nova, não vão faltar histórias emocionantes. A saga será contada a partir de 2002, por ocasião do centenário de JK, com duas janelas de narrativa. Uma vai até 1956 quando, encontra seu Nico, um cidadão que já morava aqui antes da construção. É ele quem conduz a narrativa até 2002. A segunda janela vai até 2010, cinqüentenário da cidade. Apesar de contar a história da cidade, que tem como principal característica a política, não faltarão emocionantes histórias de amores inocentes, proibidos, possíveis, enfim, tudo que o telespectador espera de um roteiro de novela.
O autor e diretor, Ney Ferreira revela que a obra não é um projeto de governo e sim da iniciativa privada. “Fizemos parcerias com a CNT, Rede Mundial e LBV. Acho que a cultura tem que se sustentar, sem precisar ficar pedindo pra um e pra outro, na dependência de governo”, comenta.
Ney afirma que o custo deste trabalho é bem inferior ao de grandes produções, como as da Rede Globo, por exemplo. “O custo do nosso produto é bem diferenciado do que é de costume. Trabalhamos com locações cedidas pelas empresas que nos apóiam. Cada capítulo de uma novela da TV Globo custa entre R$ 150 e R$300 mil. Nós conseguimos reduzir bastante esse custo e cada capítulo da nossa novela custará em torno de R$ 50 mil”, contabiliza.
Segundo o diretor, o custo baixo não interfere na qualidade do produto. “Temos que tirar isso da cabeça. Fazer um trabalho com um custo mais baixo não significa que a qualidade caia, muito pelo contrário. Trabalhamos de forma bem diferenciada de uma novela da TV Globo. Temos o tempo a nosso favor, ou seja, se precisarmos repetir várias vezes as cenas, ou até mesmo refaze-las podemos, até que o material fique do jeito que imaginávamos. Trabalhamos com HD Digital, o que nos proporciona uma excelente qualidade de imagem e temos também uma ação dramática muito limpa”, relata.
Ney revela que a sua grande motivação para realização desse trabalho foi a sua paixão pela cidade e a vontade de que o mercado se abra para essa área. “Tenho uma relação passional, total e absoluta por Brasília. E, por esse motivo, desejo que o mercado de trabalho na área artística cresça como no Rio de Janeiro e São Paulo, pois temos potencial para isso.Todos os nossos grandes talentos vão embora. Quero poder criar meus projetos sem ser obrigado a ir para São Paulo, por exemplo. Nós não temos o hábito de cultuar a nossa cultura. Costumamos cultuar a cultura que vem de fora. Precisamos dar valor à nossa, pois nós temos identidade”, desabafa.
Ele diz que a novela não é um produto que pretende discutir nenhum tema. “Não discuto nada na saga, apenas apresento passagens do que aconteceu. Com certeza muitas pessoas vão identificar, em diversos momentos, quais pessoas estão sendo representadas pelos personagens. Teremos passagens políticas, culturais, entre outras, como o escândalo dos anões do orçamento, o grande jornalista Mario Eugênio por exemplo”, enfatiza.
Apesar de a obra ser ficcional, a crise política da Operação Caixa de Pandora será mencionada. Por ser um fato novo, o diretor afirma que ainda não sabe como abordar essa trama na narrativa. “O caso ainda está sob investigação. É difícil falar de uma coisa que não sabemos como realmente aconteceu, pois se formos analisar, todas essas imagens divulgadas podem ser consideradas crime eleitoral e não de corrupção como todos andam dizendo. Por isso não sei ainda como vou abordar, mas, com certeza, esse episódio estará na novela”, revela.
A novela é muita rica culturalmente. “Trabalho com seis centenários na narrativa o de JK, Carlos Drumond de Andrade, da aviação em 2006, Niemeyer em 2007, Dulcina de Moraes e Cordel em 2008. O Cinqüentenário de Brasília é um evento de grande importância nacional e internacional. Podemos perceber isso pelas comemorações que estão por vir. Afinal, serão seis meses de comemorações”, conclui.

Essa Materia e do Ste:Tribuna Do Brasil

http://www.tribunadobrasil.com.br/

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